31/08/2026 às 07h00min - Atualizada em 31/08/2026 às 07h00min

Comunicação política, nossas redes também são palanque.

Em tempos de eleição, a política não está apenas nos debates, propagandas e discursos dos candidatos. Ela está na nossa timeline, nos grupos de WhatsApp, nos vídeos que compartilhamos e até nas discussões que surgem nos comentários.

Eduardo Rosa

Eduardo Rosa

Edu Rosa é apresentador, comunicador e empreendedor, criador do Top Rebouças e especialista em conteúdo, mídia e posicionamento.

Imagem da Internet

As redes sociais transformaram a comunicação política. Uma frase, um vídeo ou uma informação pode alcançar milhares de pessoas em poucos minutos. E existe algo que precisamos entender: não são apenas os políticos que fazem comunicação política. Nós também fazemos.

Cada vez que compartilhamos uma informação sem verificar a fonte, repostamos um vídeo fora de contexto ou tratamos uma opinião como verdade absoluta, ajudamos a construir uma narrativa.

O problema é que os algoritmos tendem a nos entregar conteúdos que confirmam aquilo que já pensamos. Criamos bolhas, enxergamos o outro como adversário e, muitas vezes, deixamos o debate de lado para defender apenas a nossa própria narrativa.

Por isso, em período eleitoral, comunicação também é responsabilidade.

Antes de compartilhar, vale perguntar: quem publicou? Qual é a fonte? Existe confirmação? Esse conteúdo está completo?

Ter opinião política é saudável. O que não podemos perder é a capacidade de questionar, ouvir e pensar.

Porque, quando apertamos o botão “compartilhar”, deixamos de ser apenas espectadores.

Também passamos a fazer parte da comunicação.

E talvez a pergunta mais importante desta eleição não seja apenas “quem está comunicando?”, mas:

O que eu estou ajudando a comunicar?

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