Família de Sumaré mantém viva a tradição do cultivo de tomate, preservando um legado agrícola de décadas da cidade que já foi um dos maiores polos produtores do Brasil.
Sumaré mantém viva uma tradição que marcou a história da agricultura paulista. Mesmo com o avanço da urbanização e a redução das áreas rurais, uma família segue dedicada ao cultivo de tomates e preserva um legado que transformou o município em um dos principais polos produtores do país.
Durante décadas, Sumaré ficou conhecida como a “capital do tomate” no Brasil. Nos anos 1990, a cidade chegou a reunir mais de 100 produtores, favorecidos pelas condições de solo, clima e disponibilidade de água que contribuíam para a produção de alta qualidade.
Entre os produtores que mantêm essa história está a família de seu Tabiano, que há cerca de 60 anos trabalha com o cultivo do tomate. Ao lado do filho Ricardo, ele continua conduzindo a produção e passando o conhecimento adquirido ao longo das gerações.
A propriedade utiliza técnicas modernas para garantir qualidade e produtividade, incluindo o uso de tecnologia no manejo da lavoura. A família realiza duas safras por ano e trabalha com variedades que atendem ao consumidor final, com frutos comercializados em diferentes regiões do Estado de São Paulo e também em outros mercados.
Mesmo diante dos desafios enfrentados pelo setor agrícola, como mudanças climáticas, redução das áreas de plantio e dificuldades de mão de obra, os produtores seguem valorizando a atividade e mantendo o vínculo com a terra.
A história da família representa não apenas a produção de um alimento presente na mesa dos brasileiros, mas também a preservação da memória agrícola de Sumaré, mostrando que tradição e inovação podem caminhar juntas no campo.