O vereador André Faganello (Podemos) mencionou a possibilidade de cassação do prefeito Leitinho (PSD) durante uma discussão na Câmara Municipal de Nova Odessa. O impasse envolve o tratamento dado pela Prefeitura a projetos de lei apresentados por parlamentares da oposição para denominar vias públicas.
Um requerimento assinado por três vereadores questiona por que propostas semelhantes teriam recebido encaminhamentos diferentes conforme a posição política de seus autores. O presidente da Câmara, Oséias Jorge, também cobrou o cumprimento da legislação municipal.
O líder do governo, Marcelo Maito, informou que pretende conversar com o prefeito para buscar uma solução. Faganello afirma que poderá recorrer ao Ministério Público caso considere que a legislação não esteja sendo respeitada. Não há decisão de cassação decorrente desse episódio.
A relação entre o Poder Executivo e vereadores da oposição em Nova Odessa voltou a registrar momentos de tensão. Durante uma discussão na Câmara Municipal, o vereador André Faganello (Podemos) mencionou a possibilidade de cassação do prefeito Cláudio José Schooder, conhecido como Leitinho (PSD), em meio a divergências sobre a tramitação de projetos de lei apresentados por parlamentares.
O impasse envolve propostas destinadas à denominação de ruas e outras vias públicas do município. Segundo vereadores da oposição, projetos semelhantes apresentados por integrantes da base governista receberam tratamento diferente daqueles encaminhados por parlamentares que fiscalizam e questionam a administração municipal.
A manifestação foi divulgada nesta terça-feira (3) pela TV TODODIA
O questionamento foi formalizado por meio de um requerimento assinado pelos vereadores André Faganello (Podemos), Paulinho Bichof (Podemos) e Elvis Pelé (PL).
Os parlamentares querem esclarecimentos sobre os motivos pelos quais propostas apresentadas pela oposição estariam sendo barradas pela Prefeitura, enquanto iniciativas semelhantes de vereadores ligados ao governo teriam avançado.
Na avaliação dos autores do requerimento, a diferença de tratamento levanta dúvidas sobre os critérios utilizados pelo Executivo na análise dos projetos.
As alegações ainda dependem de esclarecimentos formais da administração municipal.
Durante a discussão, André Faganello afirmou que pretende aguardar a resposta oficial da Prefeitura antes de decidir quais medidas poderá adotar.
O vereador declarou que, caso entenda que a legislação não está sendo cumprida, poderá apresentar uma representação ao Ministério Público.
Em sua manifestação, Faganello também mencionou a possibilidade de os vereadores discutirem uma eventual cassação do prefeito.
“Após isso, vocês podem esperar que vocês vão votar a cassação do prefeito”, declarou o parlamentar, segundo a reportagem da TV TODODIA.
A declaração não significa que exista uma nova cassação aprovada ou que a perda do mandato esteja determinada. Trata-se de uma possibilidade mencionada pelo vereador, cuja eventual concretização dependeria dos procedimentos legais cabíveis.
O presidente da Câmara Municipal, Oséias Jorge (PSD), que integra a base de apoio ao prefeito Leitinho, também se manifestou sobre a controvérsia.
Durante a discussão, Oséias defendeu que a legislação municipal seja respeitada, independentemente das divergências entre os grupos políticos.
A manifestação chamou a atenção porque a cobrança partiu de um integrante da base governista, demonstrando que o episódio provocou questionamentos além dos vereadores da oposição.
André Faganello também levantou a hipótese de que o tratamento dado aos projetos tenha relação com sua atuação fiscalizadora.
Segundo o parlamentar, a resistência às propostas poderia representar uma reação às cobranças e denúncias realizadas por integrantes da oposição.
Essa interpretação, entretanto, corresponde à avaliação do vereador e não constitui comprovação de irregularidade por parte da Prefeitura.
O debate reacende discussões sobre a relação institucional entre os poderes Executivo e Legislativo e os critérios adotados para a tramitação de projetos municipais.
Diante da repercussão, o vereador Marcelo Maito (União Brasil), líder do governo na Câmara, afirmou que pretende conversar com o prefeito Leitinho para tentar solucionar o impasse.
A intenção manifestada pelo parlamentar é buscar um entendimento que evite o encaminhamento da disputa ao Judiciário.
A expectativa agora é pela resposta da administração municipal ao requerimento apresentado pelos vereadores.
Até a publicação da reportagem consultada, não havia sido apresentada uma resposta formal da Prefeitura às questões relatadas.
O desdobramento dependerá principalmente da manifestação oficial do Executivo.
Caso os vereadores considerem os esclarecimentos insuficientes, poderão buscar medidas administrativas ou judiciais previstas na legislação.
Uma eventual representação ao Ministério Público não provoca, por si só, a cassação do prefeito. A perda de mandato exige fundamentos jurídicos e o cumprimento do procedimento legal aplicável, incluindo as garantias de defesa.
Enquanto isso, a controvérsia deve permanecer no debate político da Câmara de Nova Odessa.
Local: Nova Odessa, interior de São Paulo.
Órgão envolvido: Câmara Municipal de Nova Odessa.
Parlamentares citados: André Faganello, Paulinho Bichof, Elvis Pelé, Oséias Jorge e Marcelo Maito.
Prefeito citado: Cláudio José Schooder (Leitinho).
Data da notícia: 3 de novembro de 2026.
Contato institucional: Câmara Municipal de Nova Odessa, por meio dos canais oficiais de atendimento.
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