O governo brasileiro enviou neste sábado (4) cerca de seis toneladas de ajuda humanitária para a Venezuela, que enfrenta as consequências dos terremotos que mataram milhares de pessoas no fim de junho. A carga reúne vacinas, medicamentos e insumos de saúde para reforçar o atendimento à população afetada. A operação foi coordenada pela ABC (Agência Brasileira de Cooperação), vinculada ao MRE (Ministério das Relações Exteriores).
O carregamento partiu às 18h do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), em um voo comercial. A remessa é composta por doações do Ministério da Saúde e da Eurofarma, além de equipamentos enviados pela Marinha do Brasil. Entre os itens estão 250 mil doses de vacina antirrábica canina, 100 mil doses de vacina contra a febre amarela, medicamentos e 17 volumes com equipamentos e materiais laboratoriais destinados ao hospital de campanha da Marinha brasileira em operação em La Guaira.
Número de mortos em terremotos na Venezuela sobe para 2.954, diz governo Correspondente da CNN mostra região mais afetada por tremores na Venezuela Mãe passa 30 horas com bebê sob escombros na Venezuela: "Sabia que viveria" Segundo o governo federal, as vacinas são transportadas em temperatura controlada para garantir a qualidade e a eficácia dos imunizantes. O Ministério das Relações Exteriores também afirmou que as doses enviadas não comprometem os estoques nacionais. Os terremotos que atingiram a Venezuela agravaram a situação humanitária no país.
Pelas últimas informações publicadas neste sábado, ao menos 2.954 pessoas morreram, 16.592 pessoas ficaram feridas, 16.309 foram deslocadas e 6.462 foram resgatadas O Serviço Geológico dos EUA afirmou que há uma alta probabilidade de que o total final ultrapasse 10 mil mortos. Segundo o governo venezuelano, além dos milhares de mortos e feridos, os tremores provocaram danos em áreas urbanas e na infraestrutura, aumentando a demanda por assistência médica e humanitária. A remessa brasileira busca contribuir para o atendimento à população afetada e para a prevenção de doenças no período pós-desastre. * Publicado por Cristiane Noberto
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