Já ouvi isso muitas vezes ao longo dos anos.
Vieram sistemas empresariais mais sofisticados, ferramentas de Business Intelligence, plataformas em nuvem, automações e, agora, a Inteligência Artificial.
E o Excel continua presente em empresas de praticamente todos os tamanhos.
Mas isso não significa que nada mudou.
Mudou muito.
A questão é que talvez estejamos fazendo a pergunta errada.
A pergunta não deveria ser se a Inteligência Artificial vai substituir o Excel.
Deveria ser:
Como a Inteligência Artificial vai mudar a maneira como utilizamos o Excel?
Tarefas que antes exigiam conhecimento técnico podem ser auxiliadas pela IA. Fórmulas podem ser explicadas, análises podem ser sugeridas e processos repetitivos podem ser acelerados.
Isso não diminui a importância do profissional.
Muda aquilo que esperamos dele.
Saber clicar em botões ou decorar dezenas de fórmulas tende a valer cada vez menos.
Entender o problema, organizar informações, interpretar resultados e saber o que perguntar tende a valer cada vez mais.
O Excel não precisa competir com a Inteligência Artificial.
As duas tecnologias podem trabalhar juntas.
E talvez a grande transformação não esteja acontecendo dentro da planilha.
Está acontecendo na forma como precisamos aprender a utilizá-la.