Fazer mais rápido. Reduzir tarefas repetitivas. Ganhar produtividade. Utilizar Inteligência Artificial.
Tudo parece apontar para a mesma direção:
automatizar.
Mas existe uma pergunta que deveria vir antes:
O processo que queremos automatizar funciona bem?
Imagine uma atividade que passa por etapas desnecessárias, informações duplicadas e regras que ninguém sabe explicar exatamente por que existem.
Agora coloque tecnologia nesse processo.
Ele provavelmente ficará mais rápido.
Mas continuará ruim.
Só que agora teremos um processo ruim funcionando em alta velocidade.
Ao trabalhar com tecnologia e capacitação profissional, percebo que muitas organizações procuram uma ferramenta para resolver problemas que, na verdade, são problemas de processo.
Nem tudo precisa começar com software.
Às vezes, uma folha de papel, algumas perguntas e as pessoas envolvidas no processo já revelam etapas que poderiam simplesmente deixar de existir.
Depois disso, sim, podemos falar de Excel, Power BI, programação, automação ou Inteligência Artificial.
Tecnologia é extraordinária quando aplicada ao problema certo.
Mas antes de automatizar uma tarefa, vale perguntar:
Por que fazemos isso dessa maneira?
Porque automatizar um bom processo pode gerar produtividade.
Automatizar o caos pode apenas fazer o caos acontecer mais rápido.